quinta-feira, 5 de novembro de 2026
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
terça-feira, 3 de novembro de 2026
UMA GERAÇÃO QUE NÃO PODE ESPERAR
UMA GERAÇÃO QUE NÃO PODE ESPERAR
Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre o acesso à habitação
1. Desde há alguns anos que se vem agravando cada vez mais a dificuldade de acesso à habitação para um cada vez maior número dos nossos concidadãos. Esta situação frustra em grande medida objetivos e sucessos de redução dos níveis de pobreza e de aumento dos rendimentos do trabalho. Atinge de modo especial os jovens que pretendem constituir família, com o que seriamente se compromete o futuro do nosso país.
2. É dever do Governo e de todos os partidos participarem num debate sobre todos os fatores que conduziram à escassez de casas. Um debate centrado na resolução dos problemas concretos das pessoas. Um debate que não se furte a apresentar uma visão integrada e completa das várias causas que se entrelaçam na crise habitacional que priva tantos jovens do acesso à habitação: o número de casas disponíveis; a relação entre inquilinos e senhorios; os direitos dos mais velhos em comparação com aquilo que é exigido aos mais novos; os deveres do Estado no que toca aos licenciamentos das casas, à construção de habitação social ou à promoção de parcerias com privados tendo em vista o aumento de casas no mercado.
3. O debate sobre a escassez de casas deve conduzir à definição de medidas que
sejam de curto, médio e longo prazo e comprometam todos os Governos nos
próximos anos em Portugal. Deve, antes de mais, conduzir numa lógica de curto
prazo à definição de critérios para a distribuição dos bens disponíveis. Para além
disso, deve conduzir à adoção de políticas publicas de médio e longo prazo que
reponham o equilíbrio intergeracional e evitem que os protestos a que hoje
assistimos se transformem em desespero e violência.
4. O debate que exigimos ao Governo e às forças partidárias deve estender-se ao
seio da Igreja. A Igreja, baseando-se no compromisso que tem para com os mais
pobres, deve avançar para uma reflexão profunda e para gestos concretos de
ação, mobilizando-se, também ela, para contribuir - com o seu património - para
arranjar soluções para aqueles que são os mais prejudicados com a escassez de
casas, por serem inevitavelmente os últimos a servir-se.
5. Sabemos que o problema é complexo, para o qual qualquer resposta fácil é
ilusória. Mas parece-nos que na busca dessas respostas alguns princípios devem
ser tidos em conta:
Importa encontrar um equilíbrio justo entre a proteção dos interesses dos
inquilinos e dos senhorios, sem esquecer a assimetria que entre eles se
verifica. É, pois, necessário sopesar os interesses e direitos legítimos dos
senhorios com a especial proteção devida aos inquilinos mais frágeis.
Arrendar uma casa para habitação de forma duradoura e a um preço justo é uma
forma de adequar o direito de propriedade privada à sua função social. Essa
opção deve ser estimulada e favorecida em relação a outras.
O Estado tem um papel na correção das imperfeições do mercado, suprindo as suas
insuficiências (o que entre nós tem sido descurado) através da construção
pública ou em parceria com entidades privadas, sociais e cooperativas. Esse papel é especialmente importante para
garantir o acesso à habitação para os mais pobres.
6. Alertamos para o perigo que pode resultar da insistência na associação entre
o crescimento da população imigrante e a escassez de casas. O perigo é o de
acentuar o clima de hostilidade para com essa população. Deve ser antes
sublinhado que sem um significativo número de trabalhadores imigrantes, muitos
sectores da economia nacional ficarão estrangulados. Em particular no domínio da
construção civil, prescindindo de imigrantes, não será possível a construção de
casas, que tão necessárias são, ao ritmo desejado.
7. É certo que há mudanças estruturais que só poderão operar no médio e longo
prazo. Mas tal não pode impedir outras cujos efeitos necessariamente se façam
sentir de imediato, nesta geração e não na próxima. Esta geração não pode
esperar…
Lisboa, 30 de outubro de 2026
A Comissão Nacional Justiça e Paz
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde Mental
A Rede Mundial de Oração do Papa divulgou a intenção de oração de Leão XIV para o mês de outubro.
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Incluir
No dia 30 de setembro, das 15h00 às 17h00, na Casa do Brasil de Lisboa, participe no lançamento da campanha contra a discriminação “Faz da Inclusão a Tua Regra”, uma iniciativa da Rede DLBC Lisboa inserida no projecto "Involve" (Horizonte EU). Construída a partir de histórias e experiências reais de pessoas imigrantes e de minorias étnicas no acesso e atendimento em serviços públicos, a campanha procura dar visibilidade a diferentes formas de discriminação e desafiar-nos a reconhecer preconceitos, questionar comportamentos e fazer da inclusão uma prática do dia a dia.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Gerações em Diálogo
Este Encontro, promovido pelo Departamento para os Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, decorrerá já no dia 29 de setembro de 2026, entre as 09h00 às 16h30, no MUDE - Museu do Design, sito na Rua Augusta, n.º 24, Lisboa.
Poderão efetuar a Vossa inscrição no link abaixo
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Ajude a ACISJF em Viana do Castelo
VIVER O BAIRRO surge da necessidade de dar continuidade a uma resposta social real que apoia mulheres e famílias desde 1984! Vamos dar vida e cuidar deste lugar! 9 famílias, 16 crianças, 3 postos de trabalho. Somos muitos, Somos UM!
Porquê VIVER O BAIRRO?
O futuro espaço da nova sede situa-se no Bairro dos Pescadores junto à Praia Norte onde vivem maioritariamente população idosa ou migrante. Vamos dar vida e cuidar deste lugar!
Neste momento apoiamos 9 famílias, 16 crianças e 3 postos de trabalho. Fazemos artesanato e organizamos workshops de arte manual e desenvolvimento humano que ocupam e revitalizam a comunidade local.
O nosso foco é remodelar o novo espaço sede (cedido pelo Município) para deixarmos de pagar renda (200€ por mês) e onde se reúnem, pela área envolvente existente que é pública, condições maravilhosas pois temos:
- parque de recreio e jogos - onde podemos ver as crianças brincar enquanto outras estudam na sede
- parque de merendas - maravilhoso para convívio com a comunidade e lanche ao ar livre
- uma pequena capela - para estimular a pausa, a reflexão, a oração e o silêncio
- estamos ao lado da praia e das escolas das crianças - o que nos permite deslocar sem necessidade de transporte
- temos vizinhos que são parceiros de uma rede social - exemplo do Banco Alimentar; do Instituto Politécnico de Viana do Castelo - projeto Escola Inclusiva; assim como empresas
- é uma zona que tem potencial para nós crescermos
VIVER O BAIRRO tem a intenção de promover o relacionamento e de (re)aprender a viver em comunidade, servindo não só os que se encontram em condições de vulnerabilidade mas também dos que cuidam e servem noutras instituições, através de UMA REDE SOCIAL REAL.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Temos tempo para Escutar quem precisa?
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
terça-feira, 8 de setembro de 2026
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Se você ou alguém que conhece está a passar por um momento difícil, lembre-se de que existem linhas de apoio gratuitas, confidenciais e disponíveis 24 horas por dia:
Linha SNS 24: Ligue 808 24 24 24 (Selecione a opção de Apoio Psicológico).
Linha Nacional de Prevenção do Suicídio e Apoio Psicológico: 1411
Linha de Emergência Médica (INEM): Ligue 112 em caso de perigo imediato ou crise aguda.
in: https://www.facebook.com/photo/?fbid=1517704660162367&set=a.342298904369621
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
terça-feira, 1 de setembro de 2026
terça-feira, 25 de agosto de 2026
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
terça-feira, 18 de agosto de 2026
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Descanso
Podemos descansar o corpo e continuar interiormente exaustos.
Mudamos de lugar, fechamos o computador e começamos as férias, mas levamos connosco as mesmas preocupações, comparações e feridas.
Santo Agostinho percebeu que existe no ser humano uma inquietação que nenhuma viagem, aquisição ou distração consegue preencher completamente. O coração deseja uma casa maior. Deseja repousar naquele que o conhece e ama sem condições.
Descansar em Deus não significa deixar de ter problemas. Significa deixar de os carregar sozinho.
Onde tens procurado o repouso que o teu coração deseja?
Fonte: Santo Agostinho, Confissões, I, 1.
in: https://www.facebook.com/photo/?fbid=1533769012127171&set=a.480371040800312
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
terça-feira, 28 de julho de 2026
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Papel por Alimentos
Que tipo de papel é aceite ?
No âmbito da presente campanha, pode ser entregue todo o tipo de papel:
• Jornais e revistas
• Livros e manuais escolares
• Fotocópias
• Papel de rascunho
• Impressos e folhetos publicitários
• Envelopes
• Papel de fax
• Papéis timbrados
• Arquivos mortos
Onde posso entregar o papel ?
sexta-feira, 24 de julho de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Promoção da inclusão e tratamento digno para todos deve ser o primeiro objetivo
A luta contra a pobreza deve ser construída com mecanismos de cooperação eficazes
Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz
A Comissão Nacional Justiça e Paz saúda a promulgação do diploma que autoriza a criação da Prestação Social Única. A ideia de unificação das treze prestações sociais não contributivas em favor dos mais pobres é positiva. Ela contribui para a simplificação do sistema e para que todos aqueles que precisam beneficiem efetivamente de apoios sociais.
A CNJP louva o diálogo estabelecido em torno desta iniciativa legislativa. Este foi muito relevante para a afirmação de um consenso alargado em torno da garantia de que a unificação das prestações sociais não pode servir de pretexto para recuar em relação à proteção atualmente oferecida aos mais pobres.
O debate originado foi decisivo para sublinhar que a integração dos mais pobres na sociedade é uma prioridade. E também para ressaltar que a entrada no mercado de trabalho não é o único meio para essa mesma integração. O aumento da formação profissional, a par da valorização pessoal e social – contribuindo resolutamente para a desestigmatização das situações de pobreza –, são fatores que não devem ser descurados.
Tendo consciência de que o trabalho legislativo em curso não termina com a promulgação do Presidente da República, a Comissão pede uma particular atenção na concretização da presente autorização legislativa. Isto, para que, pelo menos, os aspetos que foram assinalados no relatório da OCDE que serviu de base para a criação da Prestação Social Única, fiquem acautelados.
Deve ser claro que a adoção da Prestação Social Única deve ser o ponto de partida para uma maior convergência com o nível de proteção social concedido pelos demais Estados europeus.
Deve também ser cristalino que a luta contra a pobreza exige que se invista mais (e não menos) nos apoios sociais mínimos, para que estes produzam um maior e mais decisivo impacto na redução da pobreza. Concretamente, a CNJP assinala que este é o momento para promover uma reflexão tendente a um alargamento da cobertura de proteção social a todos quantos necessitem, bem como uma maior aproximação do valor de referência da prestação social mínima ao valor do limiar de pobreza.
A CNJP recorda que a luta contra a pobreza deve ficar a salvo de qualquer tentação de refletir, seja o lugar de privilégio de alguns, seja as narrativas polarizadoras e penalizadoras para os mais pobres, que destroem o diálogo social. A luta contra a pobreza deve ser construída com mecanismos de cooperação eficazes, que promovam a coesão social, a inclusão de todos e garantam que a pobreza não é motivo para um tratamento indigno das pessoas.
Lisboa, 22 de julho de 2026
A Comissão Nacional Justiça e Paz
Quinta do Bom Pastor, Estrada da Buraca, 8-12
Tel 218 855 480
terça-feira, 21 de julho de 2026
quarta-feira, 15 de julho de 2026
A oração em ucraniano de Zuppi em Kiev: “que Deus conceda uma paz justa”
No terceiro dia de missão do presidente da conferência dos bispos italianos à Ucrânia, em Lviv, o Cardeal Zuppi reuniu-se com deslocados atendidos pela Comunidade de Santo Egídio. Na capital estão a decorrer as celebrações do Dia da Soberania Ucraniana, feriado civil e religioso que comemora o batismo da Rus’ de Kiev, durante o qual o cardeal depositou um buquê de rosas e rezou para que os prisioneiros voltem para casa, as crianças possam abraçar as famílias e os desaparecidos sejam encontrados.
Para aquele mesmo céu de onde, até a última noite, caíram mísseis que destruíram infraestruturas civis, o cardeal Matteo Maria Zuppi, da capital Kiev, elevou uma oração em ucraniano a “Deus Todo-Poderoso” pela “querida Ucrânia”, pedindo bênção e proteção:
quinta-feira, 9 de julho de 2026
terça-feira, 7 de julho de 2026
SOLIDÁRIOS COM O POVO DE CABO DELGADO
SOLIDÁRIOS COM O POVO DE CABO DELGADO
As comissões Justiça e Paz abaixo indicadas, depois de conhecerem um muito completo relato da situação da parte de D. António Juliasse, bispo de Pemba, querem chamar a atenção de toda a sociedade portuguesa para a dramática situação que, desde há quase dez anos, continua a vitimar a população de Cabo Delgado. Não queremos que essa situação caia no esquecimento ou na indiferença, ou que a ela nos resignemos, como se de uma inevitável fatalidade se tratasse.
São mais de um milhão as pessoas deslocadas e mais de seis mil as que foram mortas, muitas delas assassinadas por decapitação. Cerca de cento e vinte são as igrejas e capelas destruídas.
Por detrás destas ações terroristas está uma ideologia radical que invoca o islamismo e que atinge em particular os cristãos, mas também a população em geral. Essa ideologia atrai adolescentes e jovens, que rompem tradições familiares e que se deparam com a ausência de perspetivas de futuro em contextos de pobreza e desemprego.
Para contrariar a influência dessa ideologia, são da maior importância o diálogo e a colaboração entre diferentes comunidades religiosas, incluindo as comunidades muçulmanas que a rejeitam como deturpação do Islão, e atividades comuns de educação das jovens gerações para a paz.
A população de Cabo Delgado pouco tem beneficiado com os investimentos das empresas multinacionais que exploram as riquezas da região e verifica-se que a salvaguarda da segurança desses investimentos parece ser privilegiada em relação à proteção dessa população. Esta também sofre com abusos de membros das forças militares governamentais que não são fiéis à sua missão de proteção.
Para além de toda esta tragédia, sabemos como a fé das comunidades cristãs no Amor de Deus que não as abandona lhes dá a força de nunca desanimar e perder a esperança. À imagem da Igreja dos mártires dos primeiros tempos do cristianismo, a vitalidade dessas comunidades não esmorece.
Conscientes da complexidade que caracteriza toda esta situação, aqui deixamos este apelo: à sociedade civil, para que colabore no sempre necessário apoio humanitário; aos órgãos de comunicação social, para que não deixem de relatar e cair no esquecimento a dramática situação atual; às empresas que operam na região e governos que as possam influenciar e às instâncias políticas moçambicanas, portuguesas e europeias, para que em todas as suas decisões coloquem o bem do povo de Cabo Delgado acima de quaisquer interesses políticos ou económicos. Para que não continue o sofrimento deste povo, que já muito tem sofrido.
A 7 de julho de 2026
A Comissão Nacional Justiça e Paz
A Comissão Justiça, Paz e Ecologia dos Institutos Religiosos
A Comissão Diocesana Justiça e Paz do Algarve
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Angra
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Aveiro
A Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de Braga
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Bragança-Miranda
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra
O Secretariado Diocesano de Pastoral Social do Funchal
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Lamego
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Santarém
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Setúbal
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Vila Real
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Viseu
quinta-feira, 2 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Um plátano adulto desta idade tem uma copa que pode cobrir 400 a 600 metros quadrados. Transpira até 500 litros de água por dia em pleno Verão.
Reduz a temperatura local em até 8 graus. Suporta mais de 300 espécies de insetos — incluindo muitas borboletas e abelhas nativas.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
terça-feira, 23 de junho de 2026
segunda-feira, 22 de junho de 2026
sexta-feira, 19 de junho de 2026
segunda-feira, 15 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes
No Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes,
trazemos a Oração que todos podem rezar pelos nossos sacerdotes.
Senhor Jesus,
Sacerdote Único,
santificai todos os sacerdotes.
Conservai-os em comunhão
com o vosso amor,
fortalecei-os nos seus cansaços
e enchei os seus corações
da plenitude do Espírito Santo.
Que a humanidade
de cada sacerdote
seja instrumento
de vossa misericórdia
e caridade pastoral.
Ámen.
terça-feira, 2 de junho de 2026
Magnifica Humanitas
segunda-feira, 1 de junho de 2026
quinta-feira, 28 de maio de 2026
terça-feira, 26 de maio de 2026
domingo, 17 de maio de 2026
Poursuivre la mission

Il faut parfois que l’autre s’en aille,
Pour pouvoir prendre sa vraie place
Et donner le meilleur de soi.
C’est souvent quand il est parti
Qu’on joue le risque d’oser sa vie.
Il faut parfois que l’autre s’en aille,
Pour qu’au cœur de nos arrachements,
On ait la patience d’attendre
D’autres surgissements,
D’autres paroles,
D’autres refrains.
Il faut parfois que l’autre s’en aille,
Pour donner tout ce que l’on a
Dans les tripes et dans le cœur,
Et vivre enfin son propre destin,
« à fond la caisse », à fond la vie.
Il a bien fallu, Seigneur, que tu t’en ailles,
Pour que naissent les audaces de Pierre,
Pour que surgisse la foi de Thomas
Et peut-être qu’à notre tour aussi,
Nous puissions continuer la mission.
Père Robert Riber (2013†)
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Dia da Espiga - Quinta-feira da Ascensão





































