quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 



O Catecismo não apresenta o descanso como uma concessão feita aos menos resistentes. Afirma que a vida humana possui um ritmo de trabalho e repouso.

Precisamos de tempo para trabalhar, mas também para cuidar da família, desenvolver a vida cultural e social, rezar e permitir que o corpo recupere.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Descanso

 

Podemos descansar o corpo e continuar interiormente exaustos.

Mudamos de lugar, fechamos o computador e começamos as férias, mas levamos connosco as mesmas preocupações, comparações e feridas.

Santo Agostinho percebeu que existe no ser humano uma inquietação que nenhuma viagem, aquisição ou distração consegue preencher completamente. O coração deseja uma casa maior. Deseja repousar naquele que o conhece e ama sem condições.

Descansar em Deus não significa deixar de ter problemas. Significa deixar de os carregar sozinho.

Onde tens procurado o repouso que o teu coração deseja?

Fonte: Santo Agostinho, Confissões, I, 1.

in: https://www.facebook.com/photo/?fbid=1533769012127171&set=a.480371040800312

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Papel por Alimentos




A Campanha “Papel por Alimentos” é uma ação promovida pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com contornos ambientais e de solidariedade: todo o papel recolhido é convertido em produtos alimentares a distribuir pelos mais carenciados.

PERGUNTAS FREQUENTES:

Que tipo de papel é aceite ?
No âmbito da presente campanha, pode ser entregue todo o tipo de papel:
• Jornais e revistas
• Livros e manuais escolares
• Fotocópias
• Papel de rascunho
• Impressos e folhetos publicitários
• Envelopes
• Papel de fax
• Papéis timbrados
• Arquivos mortos

Onde posso entregar o papel ?
- No Banco Alimentar Contra a Fome mais próximo (Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Lisboa, Madeira, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo) - ver contactos e horário de funcionamento em Bancos Alimentares.
- Numa das muitas instituições que quiseram participar aceitando ser ponto de recolha, multiplicando-se desta forma, sem custo, os locais de entrega pelo público e dinamizando redes de solidariedade, já que o papel poderá ser veículo para outro tipo de relações que se possam estabelecer. As instituições trazem o papel recolhido quando vêm levantar os produtos ao Banco Alimentar

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Promoção da inclusão e tratamento digno para todos deve ser o primeiro objetivo

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A luta contra a pobreza deve ser construída com mecanismos de cooperação eficazes

          Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz


A Comissão Nacional Justiça e Paz saúda a promulgação do diploma que autoriza a criação da Prestação Social Única. A ideia de unificação das treze prestações sociais não contributivas em favor dos mais pobres é positiva. Ela contribui para a simplificação do sistema e para que todos aqueles que precisam beneficiem efetivamente de apoios sociais.

A CNJP louva o diálogo estabelecido em torno desta iniciativa legislativa. Este foi muito relevante para a afirmação de um consenso alargado em torno da garantia de que a unificação das prestações sociais não pode servir de pretexto para recuar em relação à proteção atualmente oferecida aos mais pobres.

O debate originado foi decisivo para sublinhar que a integração dos mais pobres na sociedade é uma prioridade. E também para ressaltar que a entrada no mercado de trabalho não é o único meio para essa mesma integração. O aumento da formação profissional, a par da valorização pessoal e social – contribuindo resolutamente para a desestigmatização das situações de pobreza –, são fatores que não devem ser descurados.

Tendo consciência de que o trabalho legislativo em curso não termina com a promulgação do Presidente da República, a Comissão pede uma particular atenção na concretização da presente autorização legislativa. Isto, para que, pelo menos, os aspetos que foram assinalados no relatório da OCDE que serviu de base para a criação da Prestação Social Única, fiquem acautelados.

Deve ser claro que a adoção da Prestação Social Única deve ser o ponto de partida para uma maior convergência com o nível de proteção social concedido pelos demais Estados europeus.

Deve também ser cristalino que a luta contra a pobreza exige que se invista mais (e não menos) nos apoios sociais mínimos, para que estes produzam um maior e mais decisivo impacto na redução da pobreza. Concretamente, a CNJP assinala que este é o momento para promover uma reflexão tendente a um alargamento da cobertura de proteção social a todos quantos necessitem, bem como uma maior aproximação do valor de referência da prestação social mínima ao valor do limiar de pobreza.

A CNJP recorda que a luta contra a pobreza deve ficar a salvo de qualquer tentação de refletir, seja o lugar de privilégio de alguns, seja as narrativas polarizadoras e penalizadoras para os mais pobres, que destroem o diálogo social. A luta contra a pobreza deve ser construída com mecanismos de cooperação eficazes, que promovam a coesão social, a inclusão de todos e garantam que a pobreza não é motivo para um tratamento indigno das pessoas.

                                                

Lisboa, 22 de julho de 2026

A Comissão Nacional Justiça e Paz




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