terça-feira, 7 de julho de 2026

SOLIDÁRIOS COM O POVO DE CABO DELGADO

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SOLIDÁRIOS COM O POVO DE CABO DELGADO

As comissões Justiça e Paz abaixo indicadas, depois de conhecerem um muito completo relato da situação da parte de D. António Juliasse, bispo de Pemba, querem chamar a atenção de toda a sociedade portuguesa para a dramática situação que, desde há quase dez anos, continua a vitimar a população de Cabo Delgado. Não queremos que essa situação caia no esquecimento ou na indiferença, ou que a ela nos resignemos, como se de uma inevitável fatalidade se tratasse.

São mais de um milhão as pessoas deslocadas e mais de seis mil as que foram mortas, muitas delas assassinadas por decapitação. Cerca de cento e vinte são as igrejas e capelas destruídas.

Por detrás destas ações terroristas está uma ideologia radical que invoca o islamismo e que atinge em particular os cristãos, mas também a população em geral. Essa ideologia atrai adolescentes e jovens, que rompem tradições familiares e que se deparam com a ausência de perspetivas de futuro em contextos de pobreza e desemprego.

Para contrariar a influência dessa ideologia, são da maior importância o diálogo e a colaboração entre diferentes comunidades religiosas, incluindo as comunidades muçulmanas que a rejeitam como deturpação do Islão, e atividades comuns de educação das jovens gerações para a paz.

A população de Cabo Delgado pouco tem beneficiado com os investimentos das empresas multinacionais que exploram as riquezas da região e verifica-se que a salvaguarda da segurança desses investimentos parece ser privilegiada em relação à proteção dessa população. Esta também sofre com abusos de membros das forças militares governamentais que não são fiéis à sua missão de proteção.

Para além de toda esta tragédia, sabemos como a fé das comunidades cristãs no Amor de Deus que não as abandona lhes dá a força de nunca desanimar e perder a esperança. À imagem da Igreja dos mártires dos primeiros tempos do cristianismo, a vitalidade dessas comunidades não esmorece.

Conscientes da complexidade que caracteriza toda esta situação, aqui deixamos este apelo: à sociedade civil, para que colabore no sempre necessário apoio humanitário; aos órgãos de comunicação social, para que não deixem de relatar e cair no esquecimento a dramática situação atual; às empresas que operam na região e governos que as possam influenciar e às instâncias políticas moçambicanas, portuguesas e europeias, para que em todas as suas decisões coloquem o bem do povo de Cabo Delgado acima de quaisquer interesses políticos ou económicos. Para que não continue o sofrimento deste povo, que já muito tem sofrido.

  

A 7 de julho de 2026


A Comissão Nacional Justiça e Paz

A Comissão Justiça, Paz e Ecologia dos Institutos Religiosos

A Comissão Diocesana Justiça e Paz do Algarve

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Angra

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Aveiro

A Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de Braga

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Bragança-Miranda

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra

O Secretariado Diocesano de Pastoral Social do Funchal

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Lamego

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Santarém

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Setúbal

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Vila Real

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Viseu

quarta-feira, 1 de julho de 2026

 


Os plátanos das praças portuguesas têm frequentemente 150 a 200 anos. Foram plantados nas grandes obras de urbanização do século XIX — a mesma época em que se abriram as avenidas de Lisboa e os jardins públicos de Porto, Coimbra e Évora.

Um plátano adulto desta idade tem uma copa que pode cobrir 400 a 600 metros quadrados. Transpira até 500 litros de água por dia em pleno Verão.

Reduz a temperatura local em até 8 graus. Suporta mais de 300 espécies de insetos — incluindo muitas borboletas e abelhas nativas.