sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Santa Beatriz da Silva

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Filha de pais portugueses, nasceu em Ceuta (África Setentrional) por volta de 1426. Ainda jovem, veio para Campo Maior (Portugal) e daqui passou à corte de Castela em 1447 como dama de honor da Infanta D. Isabel de Portugal. Para se poder dedicar a uma vida cristã mais perfeita, retirou se da corte para um mosteiro de Toledo, onde permaneceu mais de 30 anos. Em 1484 fundou o Instituto que mais tarde tomou o título da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Concepcionistas) e que foi aprovado pelo papa Inocêncio VIII em 1489. Pouco depois de fazer profissão religiosa, faleceu com fama de santidade. Foi canonizada por Paulo VI a 3 de Outubro de 1976.

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Senhor nosso Deus, que fizestes resplandecer na virgem Santa Beatriz o altíssimo dom da contemplação e a adornastes com a singular devoção à Imaculada Conceição da Virgem Maria, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo, busquemos na terra a verdadeira sabedoria para merecermos contemplar no Céu a glória do vosso rosto.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A Assunção de Nossa Senhora

A ASSUNÇÃO

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«A uma velha capa que São João deixou,
A Virgem Maria ainda a aproveitou…


Escolhendo a parte menos gasta e puída,
Desfaz-lhe as costuras, tira-lhe a medida,

Talha uma roupinha para uma criança
Que era a mais rotinha das da vizinhança.

Prestes a alinhava, logo a cose e prova.
Que linda, que linda! Parecia nova…

Nesse tempo a Virgem quantos anos tinha?
Não ficou a conta. Era já velhinha…

Dava o sol nas casas: brasas de fogueira…
…Horas de descanso, horas de quebreira…

– E da idadem e de cansaço, e de calor –
Lento, a invade toda, um dúlcido torpor…

Fecham-se-lhe os olhos, e descai-lhe a agulha…
…Passa uma andorinha. Uma rolinha arrulha.

As mãos escorregam, ficam-lhe pendentes…
…As cigarras cantam nos trigais dormentes.

E a pendida fronte, – ainda mais pendeu…
E a sonhar com Deus, com Deus adormeceu…


Põe-lhe o manto um anjo, curva-se a compô-lo,
E outros anjos descem, pegam nela ao colo…

Com as leves mãos (penugens de andorinhas)
Vão-na embalando como às criancinhas…

E embalando-a, voam, lá se vão com ela!…
Já lá mais alta que a mais alta estrela!

Outros anjos chegam, querem-na cantar.
Caluda, caluda, que pode acordar…

Que as almas dos justos um hino concertam!
Silêncio, silêncio. Que não a despertem…

Jesus abre os braços, e já quer beijá-la,
Mas pára, detém-se, que pode acordá-la!

E a mãe da Senhora, pediu-lhe a sorrir:
– Mais logo… Mais logo… Deixai-a dormir…

Augusto Gil

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Au-delà des apparences

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Seigneur, nous passons une grande partie de notre temps à juger autrui.
 
Mais, à travers ces jugements, évite-nous de confondre ce qui est exigé par nos fonctions, pour la marche de ce dont nous sommes responsables, et ce qui pourraient y ajouter nos rancœurs, nos calculs égoïstes, nos ambitions, la démagogie ou la flatterie. 
 
Que nos appréciations, quand elles sont nécessaires, soient mesurées aux exigences du service à rendre, à l'efficacité des actions à mener, à l'accord possible entre les efforts de chacun et de tous. 
 
Qu'en portant nos jugements, nous demeurions conscients de nous juger nous-même, en même temps que nous jugeons les autres.
 
Epargne-nous de figer qui que ce soit, groupe ou individu, dans une réputation dont il deviendrait prisonnier. Car le monde bouge et les gens évoluent.
 
A travers ce qui est, rends-nous attentif au possible et donne-nous de laisser à chacun ses chances, si ténues soient-elles. Que nous encouragions toujours et ne méprisions jamais. 
 
Au-delà des apparences, donne-nous de reconnaître ton visage dans celui de tous les autres. Fortifie en nous la certitude que tu les appelles autant que nous à ton amour.
 
Bruno Leroy
Éducateur - écrivain

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Les deux joies


II y a la joie qui vient du dehors et il y a celle qui vient du dedans.
Je voudrais que les deux soient tiennes
Qu'elles remplissent les heures de ton jour et les jours de ta vie ;

Car lorsque les deux se rencontrent et s'unissent,
II y a un tel chant d'allégresse que ni le chant de l'alouette
ni celui du rossignol ne  peuvent s'y comparer.

Mais si une seule devait t'appartenir, Si pour toi je devais choisir,
Je choisirais la joie qui vient du dedans.
Parce que la joie qui vient du dehors est comme le soleil
qui se lève le matin et qui, le soir, se couche.
Comme l'arc-en-ciel qui paraît et disparaît.
Comme la chaleur de l'été qui vient il se retire.
Comme le vent qui souffle et passe.
Comme le feu qui brûle puis s'éteint...
Trop éphémère, trop fugitive...

J'aime les joies du dehors. Je n'en renie aucune.
Toutes, elles sont venues dans ma vie quand il le fallait...
Mais j'ai besoin de quelque chose qui dure,
De quelque chose qui n'a pas de fin, qui ne peut pas finir.

Et la joie du dedans ne peut pas finir.
Elle est comme une rivière tranquille,
toujours la même, toujours présente.
Elle est comme le rocher,
comme le ciel et la terre qui ne peuvent ni changer ni passer.

Je la trouve aux heures de silence, aux heures d'abandon.
Son chant m'arrive au travers de ma tristesse et de ma fatigue ;
Elle ne m'a jamais quitté.
 C'est Dieu - c'est le chant de Dieu en moi, cette force tranquille
qui dirige les mondes et qui conduit les hommes
Et qui n'a pas de fin, qui ne peut pas finir.

II y a la joie qui vient du dehors et il y a celle qui vient du dedans.
Je voudrais que les deux soient tiennes
Qu'elles remplissent les heures de ton jour et les jours de ta vie ;
Mais si une seule devait t'appartenir, si pour toi je devais choisir,
Je choisirais la joie qui vient du dedans.

François Garagnon

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Curiosidades sobre o Ferragial


O quinhentista sítio do Ferragial, denominação que evoca uma planta de pasto, permaneceu no casco velho da cidade em três topónimos: a Calçada, a Rua e a Travessa, todos com a administração repartida pelas freguesias de Santa Maria Maior e Misericórdia.
Hoje, a Calçada do Ferragial liga o Largo do Corpo Santo à Rua Vítor Cordon, a Rua do Ferragial vai da Calçada do Ferragial até à Rua do Alecrim – ainda em 1908 na planta de Silva Pinto e Correia de Sá é mencionada como Rua do Ferragial de Baixo- , e a Travessa do Ferragial une a Calçada do Ferragial à Rua Vítor Cordon, sendo esta última aquela que não foi fixada naturalmente na memória da cidade mas atribuída por Edital do Governo Civil de Lisboa de 7 de Novembro de 1874 ao Beco da Linheira, a partir de uma proposta do vereador Francisco Margiochi aprovada na edilidade lisboeta em 17 de Agosto de 1874.
Ferragial provém do latim farrago e serve para designar o campo onde se cultivam cereais que ceifados verdes e antes de espigar servem de pasto para animais.
De acordo com Luís Pastor de Macedo, « Já no “Sumário” encontramos, em 1551, na freguesia dos Mártires as ruas de Cima e do Ferregial. O “Itinerario lisbonense” descrimina bem: Ferregial de Baixo, a primeira à direita, subindo pela rua do Alecrim e termina na Calçada do Ferregial; Ferregial de Cima, a última à direita, entrando na rua de S. Francisco da Cidade, da parte do Chiado e termina ao tesouro velho.»
Nas suas Peregrinações em Lisboa, o olisipógrafo Norberto de Araújo descreve o sítio da seguinte forma: «Já te disse que a Rua do Ferregial quinhentista corria do lado norte de Vítor Cordon de hoje; para perpectuar o nome nas aproximações topográficas ficaram na reedificação do sítio a Rua do Ferregial de Cima, que assim se chamou até 1890 a Rua Vítor Cordon, a incaracterística Rua do Ferregial de Baixo, que é esta que conduz ao Alecrim, a Calçada do Ferregial, que liga Vítor Cordon, num ângulo recto, à Calçada. (…) Correu por aqui ao fundo, em linha que não tenho possibilidade de situar por palavras e referências, o lanço sul da muralha da Cêrca nova de D. Fernando, que desde o Postigo do Duque de Bragança, sensivelmente na extrema sul da actual Rua António Maria Cardoso (esplanada) obliquava, com seus arcos (ou postigos) das Fontaínhas, do Corpo Santo e dos Cobertos, para tomar o caminho paralelo à rua do Arco dos Cobertos (Rua do Arsenal) e seguir por aí fora, sempre paralela ao mar».
Ainda segundo Luís Pastor de Macedo, a Travessa do Ferragial também terá sido chamada Calçadinha do Arroz.