segunda-feira, 18 de julho de 2011

Nadia Comaneci 1976 Olympics AA BB Perfect 10.0



A sua estreia em Jogos Olímpicos foi aos catorze anos, na edição de 1976 realizada no mês de julho, no Canadá. Na ocasião, a ginasta esteve presente em seis das seis finais possíveis.
No dia 18 de Julho, a romena executou nas paralelas assimétricas uma rotina arrojada, que agradou ao público. No fim da apresentação, depois da análise dos árbitros, o placar mostrou a nota 1.00. Num primeiro momento, o ginásio ficou em silêncio, sem entender como aquela técnica podia receber um score tão baixo. Contudo, logo se percebeu a fragilidade dos placares: como um dez perfeito nunca tinha sido atingido, não tinham sido programados para registar tal marca. Pela primeira vez na história olímpica, uma ginasta recebia o chamado dez perfeito. No dia seguinte, durante a final por equipas, Nadia atingiu as suas segunda e terceira notas dez ao executar o seu exercício na trave de equilíbrio e, novamente, nas barras assimétricas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nossa Senhora do Carmo

16 Julho - Dia de Nossa Senhora do Carmo

A Sagrada Escritura exalta a beleza do monte Carmelo, onde o profeta Elias, ardendo de zelo pelo Deus vivo, defendeu a pureza da fé de Israel. Neste monte, junto à fonte que tinha o nome do profeta, estabeleceram-se alguns eremitas nos finais do séc. XII, os quais, no início do século seguinte, tendo recebido de S. Alberto, Patriarca latino de Jerusalém, uma fórmula de vida, aí construíram um oratório dedicado à Mãe de Deus, ficando assim juridicamente constituídos com o título de “Santa Maria do Monte Carmelo”. Desde então experimentaram a protecção maternal da sua Senhora, a Virgem puríssima, a quem chamaram “Irmã”, primeiramente na prática da vida contemplativa e mais tarde no dom aos irmãos das riquezas recolhidas na íntima comunhão com Deus na prática da vida fraterna. Por isso começaram a intitular-se: “Irmãos de Santa Maria do Monte Carmelo”.
 
Santíssima Virgem Maria, Esplendor e Glória do Carmelo, olhais com especial ternura os que se revestem do vosso Santo Escapulário. Cobri-me com o manto da vossa maternal protecção, pois a Vós me consagro hoje e para sempre. Fortalecei a minha fraqueza com o vosso poder. Iluminai a escuridão do meu espírito com a vossa sabedoria. Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Adornai a minha alma com muitas graças e virtudes. Assisti-me na vida, consolai-me na morte com a vossa presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho dedicado, para que eu possa louvar-Vos por toda a eternidade.
Amén!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

João Cristino da Silva (14 de Julho 1829 - 12 de Maio 1877)


 "Caminho da Pena", óleo sobre tela

João Cristino da Silva foi o primeiro pintor português a dedicar-se à pintura da paisagem.
O artista pintou ao longo dos seus 47 anos de vida, mais de trezentos quadros.

Acabou os seus dias no hospício de Rilhafoles, em virtude de ter enlouquecido.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

D. Manuel Pelino Domingues apela ao cultivo da memória de Deus como factor de esperança e como meio para evitar `a moda da indiferença religiosa`

Decorre no Santuário de Fátima a Peregrinação Aniversária de Julho.
Para as celebrações da vigília do dia 12, que se prolongam por toda a madrugada do dia 13, anunciaram-se 44 grupos de peregrinos de vários países.
Durante a homilia da missa celebrada esta noite no Recinto de Oração, D. Manuel Pelino Domingues apelou ao cultivo e à transmissão da memória de Deus, “nestes tempos de esquecimento de Deus, de indiferença religiosa e de insegurança existencial”.
"Deus parece ausente da vida quotidiana. Não mora na cidade dos homens. Se não prestarmos atenção aos sinais da sua providência, se não avivarmos constantemente a memória de Deus, podemos cair na indiferença religiosa, hoje em moda, e perder o sentido da Sua presença e protecção", disse, alertando que "sem fé viva em Deus caímos na solidão interior, na insegurança, no desânimo".
“Nota-se hoje um sentimento de insegurança, de solidão, de desânimo, porque sem Deus ficamos entregues a nós mesmos, dependentes dos nossos medos, sem luz para nos orientarmos”, disse o bispo de Santarém, que considera que, à medida que se apaga a memória Deus “e o sentido da sua presença”, “perdem-se as referências do bem e do mal”.
“Falta sobretudo o apelo ao amor verdadeiro, à liberdade e à fraternidade”, constatou.
É preciso portanto, cultivar, "manter viva e transmitir” a memória de Deus, porque “a memória fundamenta a esperança”.
“A memória fundamenta a esperança, uma esperança fundamentada nas maravilhas narradas na história da salvação e na nossa própria experiência vivida. A esperança ilumina o futuro que a Deus pertence”.

LeopolDina Simões
Bolletim Informativo do Santuário de Fátima 98/2011, de 12 de Julho, 23:00

terça-feira, 12 de julho de 2011

Hospitais devem retirar objectos alusivos à infância

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) recomenda aos hospitais públicos que retirem dos gabinetes onde atendem mulheres para interrupção voluntária da gravidez objectos que possam interferir com a escolha das utentes.
No relatório da IGAS, é recomendado que objectos alusivos à infância ou do foro religioso sejam removidos dos gabinetes médicos e de apoio psicológico e social onde é prestado atendimento a estas utentes.
A inspecção diz ainda que as unidades de saúde devem criar um telefone direto para a consulta hospitalar da interrupção voluntária da gravidez (IVG), "facilitando o cumprimento dos prazos legais".

in  http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1905024

Assistimos à inversão dos princípios e valores...

Cabe-nos a todos, a cada um, dar testemunho, transmitir aquilo em que acreditamos, e, sobretudo, defender a vida e a dignidade, principalmente dos mais frágeis, dos que não se podem defender.
Cabe-nos fazer a nossa pequena parte para que toda a mãe possa ter o apoio que necessita, para poder dar o melhor futuro possível ao seu filho.
Com a ajuda de Maria, Mãe da Humanidade!

Índia: Igreja condena atentados à dignidade das meninas

ZENIT - Índia: Igreja denuncia mudança de sexo de recém-nascidas

Representantes da Igreja Católica na Índia denunciaram as cirurgias de mudança de sexo que os médicos realizam a pedido dos pais que deram à luz uma menina.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Festa dos Tabuleiros - Tomar


O motivo principal da Festa dos Tabuleiros é o Grande Cortejo dos Tabuleiros que adquiriu tanta importância que deu o nome à Festa que hoje só é conhecida por Festa dos Tabuleiros.
Como afirmava o saudoso Dr. Fernando Araújo Ferreira «o tabuleiro é um hino de cor. Um poema nascido da arte popular tomarense. Das mãos e inspiração do seu povo. Obedecendo a regras tradicionais, é ele que o arma é ele que o ornamenta. De gerações em gerações passou o jeito, a herança bonita. O Tabuleiro é uma oferta de pão, por isso o pão deve ficar à vista, a ornamentação pertence ao gosto de quem o decora, com flores de papel e verdura se for caso disso. O Cortejo vive e encanta pela variedade de cores e ornamentações.»

texto in www.tabuleiros.org

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nada me Faltará

Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.
(Maria José Nogueira Pinto)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sugestão de Férias


Prazeres
O primeiro olhar da janela de manhã
O velho livro de novo encontrado
Rostos animados
Neve, o mudar das estações
O jornal
O cão
A dialéctica
Tomar duche, nadar
Velha música
Sapatos cómodos
Compreender
Música nova
Escrever, plantar
Viajar, cantar
Ser amável.

Bertold Brecht, in 'Do Pobre B.B.'