sexta-feira, 29 de abril de 2011

Beatificação do Papa João Paulo II - 1 de Maio de 2011

30 de Abril – Santuário de Fátima em vigília mundial de oração

No próximo dia 1 de Maio, Bento XVI presidirá, no Vaticano, à beatificação do seu antecessor, João Paulo II. O Santuário de Fátima associa-se em júbilo a várias celebrações e iniciativas que estão a ser preparadas, algumas com expansão mundial.
Na noite de 30 de Abril, às 19:00 de Lisboa, numa organização do Vicariato de Roma, o mundo vai unir-se em oração.

Intitulada “Totus Tuus – Vigília de Oração em preparação da beatificação de João Paulo II”, a iniciativa terá um forte impacto, uma vez que juntará cinco lugares diferentes, através da televisão:

- a Basílica de Guadalupe, no México;  - o Santuário de Kawekamo, na Tanzânia;  - o Santuário de Fátima; em Portugal - Cracóvia, na Polónia; - o Santuário de Nossa Senhora do Líbano, em Beirute.

Em cada uma destas cidades será recitado um mistério do Rosário, difundido em tempo real pelo Centro Televisivo do Vaticano para todo o mundo.
Em Roma, a partir do Circo Massimo, presidirá à vigília o Cardeal Agostino Vallini, vigário de Sua Santidade para a Diocese de Roma.

O Santuário de Fátima acolheu com muita alegria o convite para esta oração, porque será mais um momento para lembrar e homenagear João Paulo II.

A Capelinha das Aparições foi o local escolhido para a ligação com Fátima. Deste lugar será possível acompanhar, através de ecrãs televisivos instalados para a ocasião, todo o Rosário.

Informação recolhida no site do Santuário de Fátima: http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=43392 Mais informações sobre esta iniciativa: http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=475891

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Primeira Saudação do Papa João Paulo II aos Fiéis

"Seja louvado Jesus Cristo
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Caríssimos irmãos e irmãs, todos sofremos ainda com a morte do nosso amadíssimo Papa João Paulo I. E eis que os Eminentíssimos Cardeais chamaram um novo Bispo de Roma. Chamaram-no dum País distante... distante, mas sempre tão próximo pela comunhão na fé e na tradição cristã. Tive medo ao receber esta nomeação, mas fi-lo em espírito de obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo e com total confiança em sua Mãe, Nossa Senhora Santíssima.
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Não sei se posso explicar-me bem na vossa... nossa língua italiana. Se errar, vós corrigir-me-eis. E assim me apresento a vós todos, para confessar a nossa fé comum, a nossa esperança, a nossa confiança na Mãe de Cristo e da Igreja, e também para começar de novo a percorrer um caminho da história e da Igreja, com a ajuda de Deus e coro a ajuda dos homens."

Sexta-feira, 16 de Outubro de 1978

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cardeal José Saraiva Martins fala sobre Beatificação de João Paulo II

O cardeal português José Saraiva Martins, antigo colaborador de João Paulo II, recorda o Papa polaco como um “místico”, muitas vezes desligado do que o rodeava quando se encontrava em oração.

“Ele era um homem de oração, sem dúvida, que se recolhia frequentemente para rezar, e era uma oração contagiosa. Para mim era um grande místico”, assinala o prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos (CCS), em entrevista publicada na edição especial do semanário Agência ECCLESIA, dedicada à beatificação de João Paulo II, cerimónia que vai ter lugar a 1 de maio, no Vaticano.
O cardeal Saraiva Martins foi nomeado para o cargo, na CCS, em 1998, pelo Papa polaco, com quem trabalhou de perto até à morte deste.

“Quando ia ter com ele, por motivos de trabalho, antes do almoço ele levava-nos sempre à sua capela privada: chegávamos, ele ajoelhava-se e estava lá muitíssimo tempo, como se nada existisse além de Deus, completamente elevado ao céu”, relata.
Pela sua experiência pessoal, o responsável português não hesita em afirmar que o futuro beato “é um místico, um verdadeiro místico”.
“O espírito de oração foi uma das coisas que mais me impressionou nele, não só em Roma, mas também nas viagens apostólicas, em que muitas vezes acontecia a mesma coisa. De manhãzinha, cedo, ainda nós estávamos na cama e já ele estava na capela a rezar e à noite, também”, recorda.
O prefeito emérito da CCS era o responsável por este processo quando a causa de beatificação de João Paulo II começou, em 2005.
“A beatificação tem, naturalmente, um significado especial, porque Deus me concedeu de contribuir de maneira decisiva para ela”, assinala, acrescentando que, para si, “o dia 1 de maio é um dia verdadeiramente extraordinário”.
“A vida de João Paulo II foi toda iluminada pela fé, todo o seu pontificado foi uma expressão disso, o seu ministério apostólico não era mais do que a vontade que ele tinha de divulgar esta fé, em Cristo”, aponta.
O cardeal Saraiva Martins destaca ainda “uma humanidade que comovia” no falecido Papa polaco, “um exemplo maravilhoso, sobretudo quando há tanta falta de fé no mundo de hoje”.

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OC

Cidade do Vaticano, 26 abr 2011 (Ecclesia)
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=85303

terça-feira, 26 de abril de 2011

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Nossa Senhora do Bom Conselho

Padroeira da ACISJF

Nossa Senhora do Bom Conselho

Nos confins do Latium, a sudeste de Roma, entre o Tibre e os montes da Sabina, fica situada a aldeia de Genazzano.
No meado do Século XV, uma piedosa Terciária de Santo Agostinho, chamada Petruccia, resolveu construir uma igreja em honra da mãe de Deus. O marido, João de Nocera, fez-lhe doação de um sino.
Mas os recursos de Petruccia, que em breve ficou viúva, eram muito limitados. As paredes do edifício mediam ainda apenas alguns pés de altura quando se viu obrigada a despedir os operários. Os habitantes daqueles sítios riam-se dela, e chamavam-lhe visionária! Mas, sem desanimar, a piedosa senhora, então já octogenária, respondia: “Amigos, não vos atormenteis... Antes de eu morrer, a Santíssima Virgem e o meu Pai Santo Agostinho acabarão eles próprios a igreja...”
Nas margens do Adriático, na Alta-Albania, Scutari abrigava um tesouro: um fresco, pintado por um grande artista, na parede da capela. Havia muitos anos que ali era venerada essa imagem de Nossa Senhora.. Mas eis que bandos de fanáticos e selvagens de emissários de Mahomet procuram destruir por toda a parte o nome e a religião dos cristãos.

A população, aterrorizada, foge para Veneza. Dois dos seus mais fiéis devotos, Sclavio e Giorgio, estão decididos a emigrar para não terem de trair a sua fé; mas sentem-se sem coragem para partir, porque não têm ânimo para abandonar a santa imagem.
Não sabem o que hão-de fazer e pedem, à sua celeste padroeira que os ilumine sobre a decisão a tomar. Num sonho, Maria diz-lhes que se preparem para deixar Scutari, e que no dia seguinte, de madrugada, se dirijam à sua capela, pois quer ela própria ser o seu guia na viagem. Os dois homens obedecem; esperando a confirmação da graça.
De repente, uma pequena nuvem envolve a pintura, que se desprende por si mesma da parede, e, saindo da igreja, toma a direcção do Oeste. Surpreendidos, e arrastados por uma força irresistível, seguem a imagem milagrosa. Entram na cidade esperando descobrir o seu tesouro. Mas ai! Todos os esforços são vãos!

No dia 26 de Abril de 1467, em Genazzano, a multidão reunida em frente da igreja aguardava a hora de Vésperas. De repente, ressoam no ar cânticos celestes...
O sol dardejava os seus raios de oiro; mas uma luz mais viva ainda, desce na direcção da igreja por acabar. O sino de João Nocera, sem que ninguém lhe mexa, põe-se a tocar saudando a Virgem. Todos os sinos da povoação o acompanham. E a nuvem luminosa continua a descer para a terra, deixando ver a santa imagem “Milagre! Milagre!” , exclamam os assistentes; e não é menor a admiração ao verem fixar-se na parede o quadro da Virgem, com o menino Jesus ao colo, que a olha pensativo e lhe deita o bracinho ao pescoço, num gesto carinhoso.
A notícia do prodígio espalha-se e chega aos ouvidos dos peregrinos. Correm para Genazzano; e ali, reconhecem, sem dúvidas, o quadro que veneravam em Scutari.
As palavras proféticas de Petruccia realizam-se: a igreja foi terminada pela piedade dos fiéis que quiseram substituir as suas proporções modestas por um Templo mais vasto.
E jamais as peregrinações ali cessaram.

Adaptação do Boletim mensal “ a Protecção”
nº 20, Abril de 1934

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Semana Santa

A celebração dos mistérios da Redenção, realizados por Jesus nos últimos dias da sua vida, começa pela sua entrada messiânica em Jerusalém. O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da Paixão do Senhor.
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Duas celebrações marcam a Quinta-Feira Santa: a Missa Crismal, que reúne em torno do Bispo o clero da Diocese e são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagrado o Santo Óleo do Crisma. Com a Missa da Ceia do Senhor tem início o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. É comemorada a instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem e o mandamento do Amor (o gesto do lava-pés).
A simbologia do sacrifício é expressa pela separação dos dois elementos “o pão” e “o vinho”. Esse evento do mistério de Jesus também se tornou manifesto no gesto do lava-pés. Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória. No final da Missa, o Santíssimo Sacramento é trasladado para um outro local, desnudando-se então os altares.
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Na Sexta-feira Santa não se celebra a missa, tendo lugar a celebração da morte do Senhor, com a adoração da cruz. O silêncio, o jejum e a oração marcam este dia. A celebração da tarde é uma espécie de drama em três actos: proclamação da Palavra de Deus, apresentação e adoração da cruz, comunhão.
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O Sábado Santo é dia alitúrgico: a Igreja debruça-se, no jejum, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor.
A Vigília Pascal é a “mãe de todas as celebrações” da Igreja. Celebra-se a Ressurreição de Cristo, a Luz que ilumina o mundo, e para transmitir esse simbolismo deve ser celebrada não antes do anoitecer e terminada antes da aurora. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Baptismo e, por fim, a liturgia Eucarística. Ainda hoje continua a ser a noite por excelência do Baptismo.

Fonte: site da Diocese de Coimbra

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Domingo de Ramos


Domingo de Ramos

"Os discípulos partiram e fizeram como Jesus lhes ordenara: trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram-lhes em cima as suas capas e Jesus sentou-Se sobre elas. Numerosa multidão estendia as capas no caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo chão. E, tanto as multidões que vinham à frente de Jesus como as que O seguiam, diziam em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!».

Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é Ele?» – perguntavam. E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia»."

Do Evangelho de Domingo de Ramos - Mt. 21, 1-11