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domingo, 17 de maio de 2026

Poursuivre la mission

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Il faut parfois que l’autre s’en aille,
Pour pouvoir prendre sa vraie place
Et donner le meilleur de soi.
C’est souvent quand il est parti
Qu’on joue le risque d’oser sa vie.
Il faut parfois que l’autre s’en aille,
Pour qu’au cœur de nos arrachements,
On ait la patience d’attendre
D’autres surgissements,
D’autres paroles,
D’autres refrains.


Il faut parfois que l’autre s’en aille,
Pour donner tout ce que l’on a
Dans les tripes et dans le cœur,
Et vivre enfin son propre destin,
« à fond la caisse », à fond la vie.
Il a bien fallu, Seigneur, que tu t’en ailles,
Pour que naissent les audaces de Pierre,
Pour que surgisse la foi de Thomas
Et peut-être qu’à notre tour aussi,
Nous puissions continuer la mission.

  Père Robert Riber (2013†)

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Dia da Espiga - Quinta-feira da Ascensão

 


O Dia da Espiga é uma celebração tradicional portuguesa onde é costume ir ao campo colher o "ramo da espiga", que deve ser guardado em casa até ao ano seguinte como símbolo de prosperidade e sorte.
Cada elemento do ramo tem um significado específico:
- Espigas de Trigo ou Centeio: Simbolizam o pão e a abundância.
- Papoilas: Representam o amor e a vida.
- Malmequeres: Simbolizam a riqueza (ouro e prata).
- Ramo de Oliveira: Significa a paz e a luz.
- Videira: Representa a alegria (o vinho).
- Alecrim: Simboliza a saúde e a força.
Feriados Municipais
Embora não seja um feriado nacional, o dia 14 de maio de 2026 será feriado municipal em vários concelhos de Portugal que mantêm esta tradição viva.
Esta data coincide anualmente com a Quinta-feira da Ascensão, ocorrendo exatamente 40 dias após o Domingo de Páscoa.
Para a Igreja Católica, este dia celebra a Ascensão de Cristo ao Céu perante os Apóstolos e marca o fim da presença física de Jesus na Terra. Simboliza a promessa cristã da vida eterna e o início da missão da Igreja no mundo.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

PAZ E SEGURANÇA PARA O NORTE DE MOÇAMBIQUE Apelo da Comissão Nacional Justiça e Paz

 

O ataque terrorista recentemente perpetrado à Paróquia de São Luís de Monfort e à missão católica de Meza na diocese de Pemba, Moçambique, deixa-nos profundamente chocados e com receio do recrudescimento da violência contra a comunidade cristã. As imagens são devastadoras.

  Foram raptados 20 jovens, profanada e destruída a igreja, construída em 1946, e todas as estruturas da missão católica, privando a população de cuidados de saúde e instrução.

Cristãos católicos e cristãos de outras denominações viram as suas casas destruídas num ataque de ostensiva intimidação e perseguição e continua desconhecido o paradeiro dos jovens levados pelos terroristas, motivo de grande aflição para todos, em particular para as suas famílias.

Refira-se que a Comunidade Islâmica de Moçambique [CIMO] já condenou o ataque terrorista e manifestou “a sua profunda preocupação” pelo que está a acontecer na província de Cabo Delgado.

Infelizmente, o apoio da União Europeia às Forças de Defesa do Ruanda (RDF) ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz — cerca de 20 milhões de euros — parece terminar este mês, o que não deixa auspiciar nada de bom, sabendo que as ações armadas já fizeram perto de 7000 mortos nos últimos 10 anos.

A Comissão Nacional Justiça e Paz lança um apelo às autoridades portuguesas, em especial a Sua Excelência o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, para que lance mão de todos os meios ao alcance de Portugal de modo a fazer respeitar a paz e a segurança destas comunidades com quem partilhamos a nossa História e a Língua Portuguesa.

Quando todas as atenções se concentram no Golfo Pérsico e no massacrado Líbano, estes atos da mais bárbara violência ficam sem voz nos noticiários, pelo que nos juntamos à Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) neste apelo.

 

Lisboa, 11 de maio de 2026

A Comissão Nacional Justiça e Paz


Seigneur, fais-moi rire

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J’ai des drôles d’idées, Seigneur.
Mais que veux-tu,
De penser à toi si proche de nous…
Si semblable à nous pour que nous devenions semblables à Toi
Me rend heureux.
Tellement heureux que je m’étonne que nous ne le soyons pas plus
Et je ne comprends pas que nous ayons l’air triste,
Quand nous parlons de Toi.
Et je ne comprends pas que nous ayons l’air triste,
Quand nous nous rassemblons pour Te prier,
Et offrir avec Toi au Père, ta souffrance…
Et des peurs, tes joies… Et tes rires, Ta vie…
Les hommes autour de nous,
En Toi croiraient peut-être plus,
Si nous étions davantage joyeux,
Et si on le voyait.
Pardonne-moi mes gamineries,
Mais j’ai envie de Te dire ce soir
Comme les tout-petits enfants sur les genoux de leur grand frère :
« Fais-moi rire ! »
Oui, c’est ma prière inattendue, Seigneur.
« Fais-moi rire ! »
Pour que je puisse à mon tour,
Faire rire mes frères. Ils en ont tant besoins !


Père Michel Quoist

sexta-feira, 24 de abril de 2026

quinta-feira, 23 de abril de 2026

23 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DO LIVRO

 “Quem não lê, aos 70 anos terá vivido só uma vida. Quem lê terá vivido 5 mil anos. A leitura é uma imortalidade de trás para frente”.  

Umberto Eco


sexta-feira, 10 de abril de 2026

sexta-feira, 27 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

quinta-feira, 19 de março de 2026

segunda-feira, 16 de março de 2026

sexta-feira, 13 de março de 2026

terça-feira, 3 de março de 2026

Declaração da Co-Presidência da Justiça e Paz Europa sobre a espiral de violência em curso no Irão e no Médio Oriente



Dijon/Copenhaga, 2 de março de 2026

 

 

Como Co-Presidentes da Justiça e Paz Europa, desejamos expressar a nossa profunda preocupação a respeito da espiral de violência que atualmente afeta o Irão e toda a região do Médio Oriente.

Temos particularmente no coração as populações afetadas no Irão e em toda a região, que agora passam por mais uma provação, após anos de tribulação e angústia.  

Nenhum país, por mais poderoso que seja, deve colocar-se acima dos princípios fundamentais do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. As ameaças mútuas e o uso de armas nunca podem constituir uma solução duradoura para os conflitos. Pelo contrário, apenas os amplificam: aprofundam o ressentimento e o ódio, desestabilizam regiões inteiras e corroem os próprios alicerces da paz e da segurança globais.

Perante uma tragédia de proporções imensas, a atual escalada reflete uma lógica de confronto que domina cada vez mais a política global, em vez da adesão aos princípios da legítima defesa, que exigem que todos os meios pacíficos possíveis sejam esgotados antes de se recorrer à força como último recurso.

Juntamo-nos ao Papa Leão XIV no seu apelo sincero a «todas as partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de travar a espiral de violência» e regressem ao caminho do «diálogo razoável, sincero e responsável». Só a diplomacia que salvaguarda o «bem-estar dos povos que anseiam por uma existência pacífica baseada na justiça» pode sustentar a esperança num futuro alicerçado no respeito mútuo, na cooperação e na estabilidade.

Apelamos à União Europeia e à comunidade internacional para que envidem esforços incansáveis e conjuntos no sentido da desescalada e do pleno respeito pelo direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário. O respeito pela dignidade inerente a cada pessoa humana e a preocupação particular com os mais pobres e vulneráveis devem permanecer no centro destes esforços. O bem das pessoas — aquelas que vivem no Médio Oriente, aquelas que lá se encontram temporariamente e todas as que sofrem as consequências mais amplas deste conflito — deve prevalecer sobre todas as considerações políticas, estratégicas ou económicas.

Neste tempo da Quaresma, rezemos especialmente pela paz: uma paz que seja simultaneamente «desarmada e desarmante», capaz de tocar os corações daqueles a quem foi confiada a responsabilidade pelo bem comum. Que o Médio Oriente, e, na verdade, o mundo inteiro, embarquem finalmente no caminho que conduz à justiça, à reconciliação e à paz duradoura.

 

+Antoine Hérouard            Maria Hammershoy

          (Copresidente)                         (Copresidente)

segunda-feira, 2 de março de 2026

Voto de Pesar


Com muito sentido pesar, comunicamos que faleceu a antiga Presidente da Junta Nacional da ACISJF portuguesa, Maria da Conceição Affonceca.

Entrou para a associação em 1969 como colaboradora do Boletim “In Via” e viria a ser vice-secretária, secretária e vice-presidente ao longo dos anos seguintes.
Em 1997 aceitou ser Presidente desta associação que dirigiu durante um quarto de século!

Partiu para a casa do Pai no dia 1 de Março, com 91 anos de uma vida dedicada à Obra da Proteção e ao serviço aos outros e a Deus.

A Maria da Conceição – Chaussy - era uma pessoa de valor extraordinário, que nos deixa um exemplo de fé, alegria e trabalho.

Rezamos pelo seu eterno descanso, pela sua Família e pela Família ACISJF.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

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Dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes.
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós! 🙏

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Contra a apropriação política dos valores cristãos

 

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

Considerando o atual momento em Portugal, a Comissão Nacional Justiça e Paz alerta para os riscos da instrumentalização dos valores cristãos para fins políticos.

Esta instrumentalização não é inédita. Tem-se assistido, nos últimos tempos, à colagem de partidos e movimentos aos valores das comunidades cristãs, através do aproveitamento de causas como a defesa do direito à vida intrauterina ou da defesa da exposição do presépio em espaços públicos, promovendo simultaneamente a discriminação e discursos de ódio. Esta estratégia visa captar eleitores que priorizam esses temas e que, por essa razão, tendem a relativizar outras posições políticas, mesmo quando estas contradigam as verdades do Evangelho.

As Igrejas cristãs e os seus fiéis devem tomar consciência do seu importante papel numa denúncia corajosa e num afastamento claro de tudo aquilo que perverte o valor fundamental de amor ao próximo.

A política, enquanto forma mais elevada da caridade e com vista à construção do bem comum, não deve promover ódio nem divisão. Nem mesmo a luta a favor da vida ou a defesa da identidade cristã podem implicar, para um cristão, prescindir das verdades do Evangelho e da doutrina social que dele brota. Uma vez que a fé cristã se funda na dignidade inviolável da pessoa e na fraternidade universal, a defesa dessas causas não pode estar dissociada dos ideais de solidariedade, verdade, justiça e paz, sem ficar corrompida.

É neste horizonte que deve situar-se o compromisso cristão na vida pública. É imperioso manter espírito crítico e rejeitar políticas que destruam os laços sociais e gerem injustiças. A Comissão exorta a um compromisso sério e empenhado com os valores democráticos, a defesa intransigente dos direitos humanos, a proteção dos mais pobres, a coesão social, a cooperação entre povos e políticas orientadas para o desenvolvimento integral de todos. É nisso que deve assentar a verdadeira radicalidade daqueles que estão comprometidos com o Evangelho.

Lisboa, 27 de janeiro de 2026

A Comissão Nacional Justiça e Paz

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

São Vicente, Padroeiro principal de Lisboa



Hoje é dia de S. Vicente, Padroeiro Principal da cidade e da diocese de Lisboa.
Ao contrário do que muitos pensam, o padroeiro de Lisboa não é Santo António, mas São Vicente, diácono e mártir cujo corpo foi escoltado por corvos.
As relíquias de S. Vicente, que morreu no século IV, em Valência, chegaram a Portugal no século VIII. Posteriormente, D. Afonso Henriques prometeu que, se Lisboa fosse conquistada aos mouros, traria as suas ossadas de Sagres para Lisboa, e mandaria erguer uma igreja em sua memória. Reza a história que a nau que trazia as ossadas do Santo, em 1173, terá sido protegida por dois corvos, uma imagem que ficou para sempre associada ao símbolo da cidade.







S. Vicente, segurando a barca, no Miradouro do Largo das Portas do Sol.
CML | Ana Luísa Alvim

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz


SE QUERES A PAZ, PREPARA A PAZ


Como vem sendo habitual, a Comissão Nacional Justiça e Paz quer, com esta nota, salientar alguns aspetos da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz que lhe parecem de particular relevância no momento atual do nosso país.

 

Nessa mensagem é referido o incremento de despesas militares no mundo inteiro que desde há vários anos se verifica de forma ininterrupta. Um incremento sem precedentes está previsto para o nosso país e para os outros membros da União Europeia. Esta união de Estados nascida como alternativa a um passado de guerras contínuas parece preparar-se para a inevitabilidade da guerra. E fá-lo através da dissuasão, segundo o velho adágio: “se queres a paz, prepara a guerra”.

 

A mensagem do Papa rejeita esta lógica como alicerce da paz autêntica. Afirma:

 

«Na verdade, a força dissuasiva do poder e, em particular, a dissuasão nuclear, encarnam a irracionalidade de uma relação entre os povos baseada não no direito, na justiça e na confiança, mas no medo e no domínio da força. Como já escrevia São João XXIII na sua época: “O resultado é que os povos vivem em terror permanente, como sob a ameaça de uma tempestade que pode rebentar a cada momento em avassaladora destruição. Já que as armas existem e, se parece difícil que haja pessoas capazes de assumir a responsabilidade das mortes e incomensuráveis destruições que a guerra provocaria, não é impossível que um fato imprevisível e incontrolável possa inesperadamente atear esse incêndio”».

 

A verdadeira paz não assenta na desconfiança, no medo e no “equilíbrio do terror”. Esse equilíbrio é sempre precário e instável; envolve sempre o perigo de passar da ameaça ao uso efetivo.  Por outro lado, a corrida aos armamentos gera uma escalada que pode não ter fim, porque à ameaça se responde com outra ameaça maior. E desse modo se desviam para fins militares avultados recursos que mais necessários seriam para a promoção do progresso social.

 

Há alternativas que servem para construir essa paz autêntica, que certamente também não assenta na rendição perante a injustiça. Constroem essa paz autêntica a implementação do direito internacional, a cooperação entre os Estados, o desenvolvimento dos povos, as mudanças de regime por meios pacíficos (mudanças que a história recente também regista).

 

Denuncia também esta mensagem políticas educativas que reforçam a ideia da inevitabilidade das guerras: «em vez de uma cultura da memória, que preserve a consciência adquirida no século XX e não esqueça os milhões de vítimas, promovem-se campanhas de comunicação e programas educativos em escolas e universidades, bem como nos meios de comunicação social, que difundem a perceção de que se vive continuamente sob ameaça e transmitem uma noção de defesa e segurança meramente armada».

 

Os apelos desta mensagem não se dirigem apenas aos responsáveis políticos, dirigem-se a todas as pessoas. A polarização que hoje exacerba muitos conflitos (e também entre nós) não se limita às relações entre políticos e entre governos, invade muitos âmbitos socias.  O desarmamento que propõe esta mensagem é, antes de tudo, o «do coração, da mente e da vida».

 

Para esse “desarmamento” devem contribuir as várias religiões. Afirma a mensagem: «As grandes tradições espirituais, assim como o reto uso da razão, fazem-nos ir além dos laços de sangue e étnicos, ou daquelas fraternidades que reconhecem apenas quem é semelhante e rejeitam quem é diferente. Hoje vemos como isso não é óbvio. Infelizmente, faz parte do panorama contemporâneo, cada vez mais, arrastar as palavras da fé para o embate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada. Os fiéis devem refutar ativamente, antes de tudo com a sua vida, estas formas de blasfémia que obscurecem o Santo Nome de Deus».

 

A paz a que aludiu Leão XIV na sua primeira alocução e a que também alude nesta mensagem não é uma construção puramente humana, é a paz que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos («Dou-vos a paz, deixo-vos a minha paz») é a «paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante», que «provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente».

 

O velho adágio “se queres a paz, prepara a guerra”, deve, pois, ser substituído por este outro: “se queres a paz, prepara a paz”.

 

 

Lisboa, 29 de dezembro de 2025

A Comissão Nacional Justiça e Paz